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Por que ir à FLIP pelo menos uma vez na vida?

A FLIP é uma festa literária travessia. Não é só sobre ver aquela escritora ou escritor que você ama, mas sobre sobre escutar as vozes que criam essas histórias e ressoam nos conteúdos dentro da gente. É como dizer sim ao improviso: você chega com uma programação inteira montada e, no fim, o melhor do evento foi aquela mesa que você entrou de última hora, o poema que ouviu na calçada, a pessoa que conheceu na pousada – os desencontros!

Para quem escreve, é, também, um lembrete: há quem ouça. E para quem lê: há uma comunidade inteira feita de gente como você, com palavra e presença. Voltar de Paraty com livros novos é inevitável, mas o que a gente leva mesmo são as histórias que não estavam escritas em na programação oficial – saudades do que a gente nem viveu, menina 🥹

Como montar sua programação (e olha só, sem surtar com FOMO, hein?)

A FLIP desperta uma vontade louca de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Aqui vai uma verdade libertadora: não dá para ver tudo – NÃO DÁ (repita 3x). Você vai perder mesas interessantes, e, ainda assim, sua experiência vai ser incrível – eu juro!

Uma dica boa é escolher umas duas mesas da programação oficial por dia, e deixar o resto do tempo livre para flanar (como diria João do Rio – só quem viveu sabe!). Pense na sua energia: se você for do tipo que curte mais conversar do que ficar sentado, abra este espaço. Se for mais da introspecção, priorize mesas que você realmente quer ver.

No português claro: vale mais assistir a alguém que você realmente ama do que se obrigar a ver um autor da moda só porque todo mundo está indo. Na FLIP, assim como na vida, o melhor critério é o seu desejo.

📚 Programação oficial da FLIP 2025: o que eu não perderia?

A programação das 21 mesas literárias do palco central foi idealizada por Ana Lima Cecilio – que faz uma newsletter imperdível aqui, vou deixar o link no final!

O que eu faço? Primeiro, olho essa lista completa e organizo quais são as mesas que faço muita questão de ir, principalmente pensando em dois aspectos:

1 – atração

2 – tema

(nessa ordem de prioridade).

Se tem alguém que eu tenho livro e quero pegar autógrafo, principalmente pessoas que dificilmente vou ver em outros eventos no Brasil, a prioridade sobe. Feito isso, aí sim vou olhar para a programação além da oficial (assunto do próximo tópico). O que estaria na minha lista neste primeiro momento?

Na quarta-feira, 30 de julho – abertura da FLIP

Bom, logo de cara eu não perderia a noite de abertura que será feita por Arnaldo Antunes – grande amigo de Leminski <3 muitas músicas dele são escritas pela lenda, sabia?

Na quinta-feira, 31 de julho

às 15h a mesa “A casa, o mundo”, com Alia Trabucco Zerán e Lilia Guerra (Lilia escreve “O Céu para Bastardos” – livro que amei!)

às 17h – Esquina Piauí + Netflix convidam Ana Maria Gonçalves – a autora de “Um Defeito de Cor” (dispensa comentários!) – também ficaria dividida para ver Mar Becker que tem mesa no mesmo horário na praça (Jarid Arraes já recomendou muito os livros dela!)

Na sexta-feira, 1 de agosto

às 10h – mesa “Vide o Verso”, com as convidadas Alice Ruiz (lenda que foi casada com a lenda! – entendedores entenderão!), Claudia Roquette Pinto e Marília Garcia.

às 15h – mesa “Tudo que desabrocha, com as convidadas Liv Stromquist e Giovana Madalosso.

às 13h30 – mesa “Escritor de dois Mundos”- com Valter Hugo Mãe (dispensa comentários parte 2)

O show Leminskanções que acontece a partir das 17h30 na Casa Acaso, músicas da lenda com a filha da lenda – Estrela Leminski – e convidados.

às 19h – mesa “O lugar na floresta”- com Marina Silva

No sábado, 2 de agosto

às 12h – mesa “Ser mulher na América Latina”, com Dahlia de la Cerda e Dolores Reyes (eu AMO o livro Cometerraaaa SOS!)

às 19h – mesa “A ridícula ideia de estar lúcida”, com Rosa Montero (dispensa comentários parte 3)

No domingo, 3 de agosto

às 10h – mesa “Espalhar a poesia”, com Sérgio Vaz + Luis Perequê (não vá embora sem ver essa mesa, please!)

👁️ E o que rola fora da programação oficial?

Pois é, amigas e amigos, a programação oficial da FLIP é só a pontinha do iceberg. Há muitas possibilidades para além das mesas oficiais (que são aquelas que ocorrem na praça principal!): editoras pequenas, coletivos literários, autores e artistas que ocupam casinhas, cafés, bares e as ruas com saraus, lançamentos, rodas de conversa e oficinas.

Como descobrir essas pérolas?

  • Fique de olho no Instagram: seguindo as autoras e editoras que você gosta – muitos publicam as primeiras informações por lá. Por exemplo: eu ficaria super de olho no passo a passo de Marcelino Freire e Andrea Del Fuego 💅🏻
  • Repare nos cartazes colados pelas ruas, além dos jornais e publicações das casas e editoras que são distribuídos por toda a FLIP
  • Pergunte! O boca a boca em Paraty funciona melhor que o Google, viu?

Algumas dessas programações paralelas acabam sendo as mais emocionantes, porque são íntimas, mais livres e, muitas vezes, mais representativas.

Em uma edição da newsletter do ano passado, ativei minha habilidade de jornalista investigativa e listei uma ga-le-ra aqui fora do circuito oficial. Recomendo que você confira as últimas postagens destes perfis para montar a sua programação dos sonhos:

Onde comer e descansar um pouquinho, por favor!?

Na minha cabeça a lógica funciona dessa forma: eu monto a programação que quero ir e vejo qual restaurante fica perto da casa onde acontecer o evento perto do horário do almoço.

Nem sempre dá certo, confesso! Portanto, às vezes prefiro pular a refeição do almoço e comer em algum lugar legal com mais calma no final do dia. Nessa empreitada, coloquei na lista de desejos opções bem interessantes. Vamos lá:

Quer uma experiência gastronômica e literária? Quintal das Letras Paraty – fica dentro da Pousada Literária, onde muitos escritores se hospedam – coisa fina!

Aproveita que está ali por perto e já dá uma passada na Livraria das Marés e no Emporio Daqui, que tem várias coisinhas gostosas para comer e levar pra casa.

Um pouco mais perto da Praça tem o Banana da Terra, confesso: ainda não fui – mas quem sabe no ano que vem?

Prefere uma opção com referências orientais? Veja em qual consegue driblar as filas:

Fugu Paraty

Pupu`s – Restaurante ou Bar

Thai Paraty

Para ir com calma e quem sabe levar um dos livros que você descobrir para ler na Fazenda Bananal (precisa ir de carro).

Para comemorar uma data especial, o Armazém Mar eu mesma comemorei o meu primeiro aniversário de casamento aqui (também precisa ir de carro):

Se o negócio é comer uma pizza ou uma massa, diria para experimentar a Osteria Trogia.

Se o negócio é buteco, não deixe de conhecer o lugar que, na minha opinião, faz o melhor drink Gabriela de Paraty: Boteco Damião.

Bateu aquele sono entre uma mesa e outra? Estes foram os cafés favoritos da última vez:

Café Pingado

Cafés Especiais Montañita

Se estiver com pressa, aqui tem opções mais rápidas e muito boas:

Hambúrguer do Van Gogh

Hambúrguer do Quintal da Vó

Pizza do Gato no Muro

Pastel do Pastelonni

Não vá embora sem conhecer os sorvetes da Miracolo (você vai sentir o cheiro de longe da casquinha!)

Se precisar economizar: atravesse a ponte e visite os restaurantes pé na areia ali no Pontal – são bem gostosos e ainda dá para ficar olhando o mar.

Por fim, para dar uma passadinha no caminho da volta:

Cachaça Maria Izabel

O Olival

O Lavandário

Dicas práticas:

  • Sapato confortável sempre: as ruas de Paraty são de pedras irregulares, bem escorregadias. Salto? Só se for metafórico, kkk! Tênis emborrachado e papete são boas pedidas para o seu corpo aguentar confortável o dia inteiro.
  • Leve capa de chuva e repelente: a previsão do tempo em Paraty é uma piada interna. Pode chover, pode fazer sol, pode ter neblina, pode fazer um calor de rachar – tudo isso no mesmo dia. O repelente é essencial, principalmente à noite.
  • A internet cai, previna-se: a cidade fica lotada e o 4G pode ficar instável. Salve a programação no celular, anote os endereços, e, se puder, imprima as informações principais, incluindo o endereço da sua pousada.
  • Faça pausas: você não precisa estar em movimento o tempo todo. Às vezes, o melhor da FLIP é sentar em uma mureta e olhar a cidade passar, ou escrever um texto no seu caderno entre uma mesa e outra.
  • Levar snacks: barrinha de proteína, castanhas, frutas secas, balinhas e uma garrafinha de água salvam vidas nas filas. Leve na bolsa! Antes de sair de casa, ainda no café da manhã, capriche na primeira refeição. Vale tomar aquela proteína antes de sair de casa: a gente nunca sabe quando vai conseguir parar e comer com calma.

UFA! Até que para alguém que não vai, a edição ficou bem recheada, hein? Fica aqui o spoiler: não é que dei meu jeito de marcar presença na FLIP? Eu e mais quatro autoras aqui do Substack fizemos uma edição impressa de nossas newsletters e o material será distribuído por lá a partir de amanhã! ❤️

Se você aproveitar algumas dessas dicas, me conta?

gabrielle-albuquerque

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